Filosofia da Arte — Trabalho de Apresentação
Arte como sistema de comunicação e como agência — Boggiani, Lévi-Strauss e Darcy Ribeiro
Contexto
Os Kadiwéu, que se autodeclaram Ejiwajegi — "povo da palmeira Eyiguá" —, são reconhecidos nacional e internacionalmente tanto por sua habilidade guerreira quanto pelas pinturas que aplicavam em diferentes superfícies: corpos, cerâmicas, couros e tecidos.
A arte kadiwéu coloca em tensão duas grandes vertentes teóricas da antropologia: a arte como sistema de comunicação — que informa hierarquias, categorias sociais e rituais — e a arte como agência, que participa das relações sociais como um agente em si mesmo, afetando e sendo afetada pelos sujeitos e mundos com que interage.
Este trabalho acompanha o artigo de Maria Raquel da Cruz Duran, publicado na Cadernos de Campo (USP, n. 24, 2015), que dialoga essas leituras com sua própria experiência etnográfica entre as mulheres artistas da aldeia Alves de Barros, Porto Murtinho-MS.
Análise visual
As imagens abaixo apresentam uma classificação dos padrões gráficos kadiwéu por níveis de complexidade composicional — dos motivos mais elementares (1º e 2º nível) até as composições mais elaboradas e de caráter apotropaico (5º e 6º nível).
Leitura de base
DURAN, Maria Raquel da Cruz. Leituras antropológicas sobre a arte kadiwéu. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 24, p. 43–70, 2015.
Fonte acadêmica
O artigo foi publicado originalmente na revista Cadernos de Campo da Universidade de São Paulo e pode ser acessado pelo repositório do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA/USP):
DURAN, Maria Raquel da Cruz. Leituras antropológicas sobre a arte kadiwéu. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 24, p. 43–70, 2015. DOI: 10.11606/issn.2316-9133.v24i24p43-70
https://lisa.fflch.usp.br/taxonomy/term/1187?page=175